Manchas escuras na pele: o que são e como tratar

manchas escuras na pele

Manchas escuras na pele

As manchas na pele podem ser congênitas, isto é, a pessoa nasce com ela, ou surgir ao longo da vida devido a diversas causas, entre elas a exposição excessiva ao sol, o envelhecimento da pele, alergias até problemas mais graves, como o câncer de pele.

As lesões precisam ser identificadas e diagnosticadas por um dermatologista e tratadas adequadamente.

Como prevenir?

Algumas dicas são importantes para evitar o surgimento de manchas na pele:

  •  usar, sempre, protetor solar, antes da exposição ao sol;
  • evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • hidratar a pele, todos os dias, com cremes apropriados para o tipo de pele;
  • não espremer cravos ou espinhas, já que podem deixar manchas e cicatrizes;
  • estar sempre atento a qualquer modificação na pele.

Como identificar?

Algumas características como a cor, a forma ou o momento em que surge a mancha podem ajudar a identificar o tipo e o tratamento adequado para cada caso. É sempre recomendado consultar um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), quando aparecer uma nova lesão ou quando as lesões congênitas apresentarem alguma mudança.

Tipos de manchas

Melasma

É um tipo comum de mancha acastanhada que aparece principalmente no rosto, mas que também pode surgir em outras regiões, como colo e braços. É mais comum em mulheres, e os seus fatores de risco são: exposição solar; gravidez; uso de anticoncepcionais e histórico familiar. O principal, nesse caso, é a prevenção por meio do protetor solar, além de evitar ficar muito tempo sob o sol ou qualquer fonte excessiva de calor, como no interior de carros superaquecidos, perto de fornos quentes etc.

Apesar de existirem diversos tratamentos, esta é uma doença que não tem cura, apenas controle.

Mancha senil

São manhas que aparecem devido ao fotoenvelhecimento da pele e são causadas, principalmente, pela ação do sol. São escuras e surgem em áreas expostas, como mãos, braços, rosto, pescoço e colo. De acordo com a dermatologista Darleny Costa Daher, existem diversos tratamentos, como a cauterização química, a crioterapia, peelings e laser, que devem ser indicados, sempre, após a avaliação de um dermatologista. “É preciso muito cuidado, já que os tratamentos, quando mal empregados, podem causar outras manchas e cicatrizes”, completa a médica.

Acantose nigricans

Doença de pele que provoca manchas escuras nas áreas de dobras, como a parte de trás do pescoço, axilas ou debaixo das mamas, e é mais frequente em obesos ou em pacientes com doenças metabólicas, como o Diabetes Mellitus. Pode ser uma paraneoplasia, ou seja, quando aparece como consequência de uma neoplasia, como o câncer de estômago. Por isso, é essencial que se consulte um dermatologista, que irá prescrever o tratamento adequado, que vai depender do agente causador.

Fitofotodermatose

A fitofotodermatose caracteriza-se pelo surgimento de manchas na pele após o contato com plantas ou suco de frutas, como limão ou laranja, e posterior exposição solar. A dica é sempre lavar bem a pele, se for mexer com cítricos e se expor ao sol. Se o problema já foi instalado, é preciso que se procure orientação médica para que sejam feitos o diagnóstico e a indicação do tratamento mais adequado.

Câncer de pele

O câncer de pele, geralmente, surge como uma pequena mancha ou sinal, que vai crescendo ao longo do tempo, apresentando cores, forma assimétrica ou bordas irregulares, podendo, ainda, apresentar sintomas, como ardor, dor e coceira. Por isso é preciso estar atento a qualquer modificação na pele e consultar o dermatologista imediatamente, já que, quanto mais precocemente for identificado, maiores são as chances de cura.

Hiperpigmentação pós-inflamatória

A hiperpigmentação pós-inflamatória se caracteriza por manchas escuras, que variam de marrom claro a negras, que surgem como sequelas de diversas lesões cutâneas, como infecções; reações alérgicas; traumas; queimaduras; acne e outros. O tratamento consiste, principalmente, no uso de despigmentantes e fotoproteção.

 

Conheça a Dra. Darleny Costa Daher

Formou-se na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), em 2006. Fez Residência Médica em Dermatologia, de 2008 a 2011, no Hospital Federal dos Servidores do Rio de Janeiro. Fez estágio opcional no Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay da Santa da Misericórdia do Rio de Janeiro/RJ (2006) e estágio supervisionado no Ambulatório Souza Araújo, Laboratório de Hanseníase – IOC/FIOCRUZ (2010) e no Ambulatório de Esporotricose do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas/FIOCRUZ (2010).
A Dra. Darleny Costa Daher é, atualmente, médica dermatologista da Clínica Costa Daher.

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